Canadá – um sonho de viagem

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Depois da decepção de ser rejeitada como Au Pair nos Estados Unidos, recebi  da atendente da agência de intercâmbio, que foi colocada por Deus no meu caminho para me orientar na minha primeira viagem ao exterior, a sugestão que mudaria minha vida.

Com a maior sutileza e tranquilidade ela me disse: ” Por que não estudar inglês no Canadá?” Agarrei a ideia, e um ano depois eu desembarcava no aeroporto internacional de Vancouver (YVR). Na minha primeira viagem para o exterior fui sozinha, com apenas 18 anos de idade. Esse intercâmbio cultural foi a melhor escolha que fiz em minha vida numa idade cheia de desafios e indecisões.

 

Mudanças de planos e decisões

Um não de Deus é o melhor caminho para ser abençoado. Quando o Senhor diz não, é porque o que Ele tem reservado é infinitamente melhor para seus filhos. Comigo não foi diferente. Fechei a proposta na mesma hora, e passei doze meses suados investindo cada centavo que ganhava na viagem dos meus sonhos.

O que eu sabia do Canadá é o que a maioria das pessoas sabe. Um país frio, rico, desenvolvido, com ótima qualidade de vida e com o valor da cotação do dólar um pouco mais acessível do que a do dólar americano. Poucas semanas antes de meu embarque, fui em busca de meu visto e os chefes da empresa a qual eu era funcionária, me ajudaram e apoiaram muito. Estava entrando num momento de ruptura em minha vida, e ao viajar teria que me desligar da empresa. Muitos diziam que era loucura gastar o que  eu gastei nessa viagem e que, ao invés disso, deveria comprar um carro com o dinheiro. Muitos mal sabem que se viverem seus sonhos e ganharem experiências, elas nunca envelheceram e muito menos serão levadas por algum ladrão. E essa foi a decisão  que, defitivamente, mudaria minha vida de uma vez por todas.

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O dia C de Canadá

Mal dormi na madrugada que antecedia meu embarque no aeroporto internacional de Guarulhos, (GRU), em São Paulo. Recebi informações da família a qual eu iria passar meus quatros meses seguintes, poucas semanas antes do embarque. Tentei contato e o senhor responsável por me receber foi muito simpático e, de fato, ele foi o pai que não tive. Como esquecer ter sido levada à escola em meu primeiro dia de aula por um ‘pai’?

Na minha chegada em Vancouver, como cena de um filme, Horst, meu pai canadense de origem alemã, me esperava com um placa na mão que anunciava meu nome. Tudo era muito novo. Pessoas falando inglês por todo lado, tudo muito diferente e até o cheiro exalado pelo local, me lembrava a realização de um sonho. Mal entendendo o que ele conversava comigo, ele fez um tour pela cidade de carro para me mostrar as belezas locais. Não sabia o que pensar. Estava vivendo um sonho, mas era a realidade.

 

Os perrengues de marinheira de primeira viagem

Veja bem, eu nunca havia saído do Brasil, e esta seria minha segunda viagem de avião. Sozinha e com um nível intermediário de inglês na bagagem, eu sofri. Primeiro, levei uma mala gigante acompanhada de um carry-on e outra bolsa adicional. Quase perco o vôo, pois perdi o ônibus que sai de Campinas direto para o aeroporto de Guarulhos. Quase aos prantos, minhas irmãs me acompanharam até lá numa viagem de táxi. Pura loucura.

Cheguei a tempo e despachei a bagagem já sozinha. Até então, sem problemas, porque embarcaria para Vancouver num vôo longo e cheio de escalas. A minha primeira escala seria em Miami, e segui acompanhada de um grupo de brasileiros que iam para um congresso da empresa que trabalhavam. A viagem foi diversão pura e eu parecia fazer parte do grupo.

Quando chego em Miami, como não tinha visto americano na época, fui recebida por uma agente da imigração americana, de origem peruana, que ficou o tempo todo ao meu lado, me trancou numa pequena sala com várias pessoas que não tinham visto americano, e ao final, me escoltou até o embarque de meu próximo vôo com destino a Toronto, minha primeira parada, já no Canadá.

Estava tudo tranquilo até meu embarque quando, então, deixo a agente da imigração americana que me tratou muito bem, foi muita simpática e me acolheu de uma maneira inesperada nesse momento. Além do mais. o melhor de tudo isso é que ela falava espanhol, e eu conseguia me comunicar e entendê-la sem muita dificuldade, mesmo não falando espanhol. Ao sentar na poltrona do avião, eu entraria numa viagem até o aeroporto internacional Lester B. Pearson(YYZ), onde passaria um grande sufoco sozinha no meio daquele desconhecido lugar…

Na próxima postagem estarei de volta contando o que aconteceu comigo no aeroporto internacional de Toronto ao desembarcar em terra canadense. Aguardem!!!


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