A trajetória de uma missionária brasileira Jocum

 

 

 

 

 

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Conheci o casal Leandro e Priscila Batistela Sorroche quando eram instrutores no curso de Missões Transculturais pela Jocum Campinas. Eles se dedicam a servir o Senhor em missões integralmente. Depois de vários trabalhos realizados em diversos lugares para onde foram enviados por Deus, atualmente, eles servem a Deus como missionários no sul do Chile. Ela e o marido estão em treinamento e, no próximo ano, irão implantar escolas bíblicas entre as igrejas do povo Mapuche, na Cordilheira dos Andes, como apoio aos pastores das igrejas de Cristo local.

Nesta entrevista, ela fala sobre sua experiência como missionária, bem como instruções para aqueles que buscam seguir esse chamado.

 

1)Como você descobriu que tinha chamado missionário?

Descobri em 2004, logo após cinco anos de conversão, enquanto eu era membro de uma igreja cristã evangélica. Na época, eu estava sendo discipulada e servindo no ministério de jovens.

2) Quando e como ouviu a voz de Deus?

Estava passando tempos de meditação com Deus e recebi uma palavra de direcionamento de Deus através da passagem de Isaías 55, nos versículos 4- 6.

 “Eis que eu o dei por testemunho como príncipe e governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou. Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.

3) Como recebeu a confirmação do Senhor?

Eu pedi para Deus a revelação para essa palavra e, na sequência, Ele me disse que o tempo na minha cidade, com meus familiares e no meu trabalho havia terminado. Ele estava me chamando para ser missionária. No meu caso, eu iria trabalhar para o Reino de Deus, como missionária no contexto transcultural, apresentar o evangelho a outras culturas diferente da minha, e que eu não conhecia.

4) Quais foram as orientações recebidas pelo Senhor?

Primeiro, eu deveria fazer um seminário teológico para capacitação e, então, seguir ao campo missionário. Uma semana depois, eu fui demitida do meu trabalho, deixei a minha pós-graduação. Entendi que era Deus realizando o seu plano em mim e, depois de cinco meses, eu já havia me mudado para a cidade de Curitiba, no Paraná.

5) Como conheceu a Jocum?

Depois de dois anos estudando em um Seminário Teológico, em 2006, algo me inquietava sobre o meu futuro em missões. Deus me lembrou da Jocum, cujo nome, eu já conhecia por meio de apresentações de teatro em igrejas e evangelismo em ruas. Eu fui pesquisar na internet, liguei para uma base da Jocum, situada na região de Curitiba, e perguntei como eu poderia ingressar na organização.

6) Como ingressou na Jocum?

Em oração, eu tive o direcionamento e a certeza de fazer a ETED, Escola de Treinamento e Discipulado, durante seis meses. Eu também li o livro chamado: “Pode falar Senhor, estou ouvindo,” do fundador da Jocum, Loren Cunninghan. Em meio à leitura, Deus usou uma frase para falar comigo: – “Ondas de jovens invadindo continentes.” Nesse momento, Deus me disse que eu era uma gota dessa onda em minha geração. Bem, no dia seguinte, eu fui conhecer a base de Jocum, preenchi o formulário para fazer ETED. Naquela noite, Deus me confirmou a ida para lá, e já fazem onze anos que estou na Jocum, como missionária.

7) Durante o tempo que você está servindo Jesus, como missionária, quais histórias impactantes ou inesquecíveis aconteceram em sua trajetória?

Eu tenho várias histórias a serem contadas para a glória de Deus:

Nordeste brasileiro

Em 2008, ainda solteira, eu servi ao Senhor como missionária no nordeste do Brasil. Eu vi chuva cair na lavoura do sertanejo nordestino. A roça estava verdinha e pronta para ser colhida. O mais lindo que vi foi o sorriso do agricultor sertanejo: alegrando-se na bondade e na dádiva do Criador durante sua colheita. O que eu quero dizer, com isso: a graça de Deus é para todos. Os campos estão brancos: “buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto,” Isaias 55:6.

Uruguai

Eu presenciei um pastor de igreja com uma enfermidade muito grave, à beira da morte, porém, ele se ajoelhava, orava toda madrugada, louvava e glorificava a Deus por sua igreja. Partiu com Jesus, e deixou esposa, filhos e a igreja. Entretanto, o seu testemunho ecoa até os dias de hoje em nossas vidas, independentemente das circunstâncias: Deus merece ser louvado e glorificado, por meio de nossas vidas com ou sem dificuldades, por que Deus é bom.

São Paulo

No Brasil, eu vi uma senhora de idade, em meio ao batismo de sua neta aceitar a Cristo, após eu lhe apresentar o plano de amor e de salvação. Na mesma hora, ela desceu as águas do batismo e, então, ela passou a ser uma discípula de Jesus. Os campos estão brancos e, nós como igreja, precisamos aproveitar as oportunidades e pregar o Evangelho de Jesus Cristo. Há poder nesse nome.

Chile

Eu conheci uma mulher chilena, e nos tornamos amigas. Toda semana caminhávamos juntas. Um dia me mandou uma mensagem dizendo que estava em casa, não havia ido trabalhar, pois estava muito triste. Naquele instante, o Espírito Santo me enviou a casa dela para apresentar o plano de amor e salvação de Deus. Eu obedeci rapidamente. Lá, eu a escutei e com ousadia apresentei Cristo como sua Salvação. Ela se rendeu a Ele, e hoje se tornou uma verdadeira discípula de Jesus. Aprendi, que realmente, devemos pregar e testemunhar a Cristo a tempo e fora de tempo. Nós devemos estar preparados e prontos a atuar como igreja vitoriosa de Jesus.

 


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